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		<title>Podcast Farofa Moderna - Jazz &amp; Música Improvisada</title>
		<itunes:subtitle>Podcast Farofa Moderna - Jazz &amp; Música Improvisada</itunes:subtitle>
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		<description>Este podcast é relacionado ao Blog Farofa Moderna, blog dedicado ao Jazz, Blues, à Música Improvisada e à Música Instrumental Brasileira ! Visite o blog colando o link http://farofamoderna.blogspot.com no seu navegador e tenha acesso à todos os programas, downloads e artigos apresentados pelo jazzófilo Vagner Pitta. Boa leitura e audição !!!</description>
		<itunes:summary>Este podcast é relacionado ao Blog Farofa Moderna, blog dedicado ao Jazz, Blues, à Música Improvisada e à Música Instrumental Brasileira ! Visite o blog colando o link http://farofamoderna.blogspot.com no seu navegador e tenha acesso à todos os programas, downloads e artigos apresentados pelo jazzófilo Vagner Pitta. Boa leitura e audição !!!</itunes:summary>
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<itunes:keywords>Jazz, MPB, Música Instrumental</itunes:keywords>
      <itunes:author>Vagner Pitta</itunes:author>
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		<managingEditor>Vagnerpitta_jazz@hotmail.com (Vagner Pitta)</managingEditor>
		<webMaster>support@mypodcast.com (MyPodcast team)</webMaster>
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			<title>O elegante som da Maria Schneider Orchestra</title>
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			<description>&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://farofamoderna.blogspot.com/search/label/Maria Schneider&quot;target=&quot;TAG&quot;&gt;Ouça este e outros áudios de jazz no Blog Farofa Moderna&lt;/a&gt;

A saga de Maria Schneider teve início em meados da década de 80, quando ela passa a estudar composição com o trombonista Bob Brookmeyer e passa a ser auxiliar de Gil Evans, chegando a colaborar com este na trilha do filme A Cor do Dinheiro e na turnê Gil Evans/ Sting em 1987, na Europa. Sua carreira solo, porém, inicia em 1993 quando ela forma sua própria orquestra e começa a se apresentar todas as Segundas-Feiras no grande clube Visiones em Greenwich Village, Nova Iorque. Ao gravar seus primeiros discos, Evanescense e Coming About, o sucesso de público e crítica foi imediato. Seus discos posteriores lhe renderam elogios e premiações nos maiores holofotes americanos: indicações a premios Grammy's, nomeações nas revistas Jazz Times e Downbeat, nas listas anuais da Associação dos Jornalistas de Jazz (Jazz Journalist Award) e na revista Time e nos rankings da Billboard. No podcast eu abordo faixas de apenas três discos de Maria Schneider: Coming About (1996), Days of Waine and Roses (gravado ao vivo no clube Jazz Standard em 2000) e, por fim, mostro uma faixa do Sky Blue (2007), o ultimo disco que Schneider lançou e que, mais uma vez, lhe rendeu duas nomeações na Jazz Journalist Wards: The Best Composer e The Best Arranjer, em 2008.

No podcast também abordo o fato de que na década de 90, Maria Schneider, talvez, tenha ficado na sombra do bandleader e compositor Wynton Marsalis, haja vista suas poderosas suítes e oratórios que acabou lhe rendendo prêmios e títulos como &quot;Um dos maiores compositores norte-americanos de todos os tempos&quot; - vide o prêmio Pullitzer dado à obra Blood on the Fields em 1997. Mas na década de 2000, Maria Schneider foi, realmente, a maior arranjadora e chefe de orquestra, quebrando aí alguns tabus que as mulheres geralmente tem de enfrentar quando querem ser estrelas do jazz frente aos homens marmanjos e virtuoses. Ora, se falta à Maria Schneider a esquematização e imaginação da escrita genial de Wynton Masalis, a arranjadora, por sua vez, conseguiu mostrar obras de grande lirismo e inventividade e até mesmo vigor em alguns arranjos, já que ela conseguiu juntar alguns dos maiores solistas de Nova Iorque: entre eles eu destaco o virtuoso trompetista Tim Hagans, o saxofonista Donny McCaslin, o acordeonista Gary Versace, a trompetista Ingrid Jensen, a vocalista brasileira Luciana Souza, o baterista Clarence Penn, dentre muitos outros bons instrumetistas. A lembrar também estão os detalhes da sonorização, harmonização e atmosfera que Maria Schneider imprime em suas peças melodiosas: em seus discos há, por exemplo, faixas de grande swing e pegada bop (como no arranjo sobre o tema Giant Steps de Coltrane), mas estas contrastam com outras faixas que evidenciam uma orquestração mais melodiosa, tênue e lírica (como em Aires de Lando - do disco Sky Blue -, faixa suvamente dotada de um lirismo latino): muitas vezes essas faixas soam quase como um cantábile em adágio, com uma dinâmica musical que vai do pianíssimo ao fortíssimo, imprimindo, no percurso, várias nuances interessantes. Contudo, a música de Schneider não soa melosa ao extremo, mas soa contemporânea e agradável - além do que, também há partes onde ela evidencia uma orquestração mais &quot;suja&quot;, &quot;psicodélica&quot; e &quot;experimental&quot;: como na primeira faixa da &quot;suite&quot; Scenes From Childhood intitulada Bombshelter Beast, presente no excelente disco Coming About.

Boa Audição!
&lt;img src=&quot;http://www.mypodcast.com/image-461376&quot;&gt;</description>
			<itunes:summary>Ouça este e outros áudios de jazz no Blog Farofa Moderna

A saga de Maria Schneider teve início em meados da década de 80, quando ela passa a estudar composição com o trombonista Bob Brookmeyer e passa a ser auxiliar de Gil Evans, chegando a colaborar com este na trilha do filme A Cor do Dinheiro e na turnê Gil Evans/ Sting em 1987, na Europa. Sua carreira solo, porém, inicia em 1993 quando ela forma sua própria orquestra e começa a se apresentar todas as Segundas-Feiras no grande clube Visiones em Greenwich Village, Nova Iorque. Ao gravar seus primeiros discos, Evanescense e Coming About, o sucesso de público e crítica foi imediato. Seus discos posteriores lhe renderam elogios e premiações nos maiores holofotes americanos: indicações a premios Grammy's, nomeações nas revistas Jazz Times e Downbeat, nas listas anuais da Associação dos Jornalistas de Jazz (Jazz Journalist Award) e na revista Time e nos rankings da Billboard. No podcast eu abordo faixas de apenas três discos de Maria Schneider: Coming About (1996), Days of Waine and Roses (gravado ao vivo no clube Jazz Standard em 2000) e, por fim, mostro uma faixa do Sky Blue (2007), o ultimo disco que Schneider lançou e que, mais uma vez, lhe rendeu duas nomeações na Jazz Journalist Wards: The Best Composer e The Best Arranjer, em 2008.

No podcast também abordo o fato de que na década de 90, Maria Schneider, talvez, tenha ficado na sombra do bandleader e compositor Wynton Marsalis, haja vista suas poderosas suítes e oratórios que acabou lhe rendendo prêmios e títulos como &quot;Um dos maiores compositores norte-americanos de todos os tempos&quot; - vide o prêmio Pullitzer dado à obra Blood on the Fields em 1997. Mas na década de 2000, Maria Schneider foi, realmente, a maior arranjadora e chefe de orquestra, quebrando aí alguns tabus que as mulheres geralmente tem de enfrentar quando querem ser estrelas do jazz frente aos homens marmanjos e virtuoses. Ora, se falta à Maria Schneider a esquematização e imaginação da escrita genial de Wynton Masalis, a arranjadora, por sua vez, conseguiu mostrar obras de grande lirismo e inventividade e até mesmo vigor em alguns arranjos, já que ela conseguiu juntar alguns dos maiores solistas de Nova Iorque: entre eles eu destaco o virtuoso trompetista Tim Hagans, o saxofonista Donny McCaslin, o acordeonista Gary Versace, a trompetista Ingrid Jensen, a vocalista brasileira Luciana Souza, o baterista Clarence Penn, dentre muitos outros bons instrumetistas. A lembrar também estão os detalhes da sonorização, harmonização e atmosfera que Maria Schneider imprime em suas peças melodiosas: em seus discos há, por exemplo, faixas de grande swing e pegada bop (como no arranjo sobre o tema Giant Steps de Coltrane), mas estas contrastam com outras faixas que evidenciam uma orquestração mais melodiosa, tênue e lírica (como em Aires de Lando - do disco Sky Blue -, faixa suvamente dotada de um lirismo latino): muitas vezes essas faixas soam quase como um cantábile em adágio, com uma dinâmica musical que vai do pianíssimo ao fortíssimo, imprimindo, no percurso, várias nuances interessantes. Contudo, a música de Schneider não soa melosa ao extremo, mas soa contemporânea e agradável - além do que, também há partes onde ela evidencia uma orquestração mais &quot;suja&quot;, &quot;psicodélica&quot; e &quot;experimental&quot;: como na primeira faixa da &quot;suite&quot; Scenes From Childhood intitulada Bombshelter Beast, presente no excelente disco Coming About.

Boa Audição!
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          <itunes:author>Vagner Pitta</itunes:author>
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			<pubDate>Sat, 11 Jul 2009 13:50:00 +0000</pubDate>
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			<title>Grandes Pianistas do Jazz Contemporâneo</title>
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&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://farofamoderna.blogspot.com/2009/03/podcast-pianistas-do-jazz-contemporaneo.html&quot;target=&quot;TAG&quot;&gt;Ouça este e outros áudios de jazz no Blog Farofa Moderna&lt;/a&gt;

Na sua edição do mês de Julho do ano de 2008, a revista americana Down Beat - considerada a &quot;Bíblia do Jazz&quot; - escolheu três novos figurões para ilustrar sua capa: os pianistas Jason Moran, Matthew Shipp e Vijay Iyer. Essa escolha de mostrar não apenas um, mas três dos mais novos e principais pianistas do jazz atual numa mesma capa, reflete o atual cenário pianístico, rico em pianistas de indentidades próprias e projetos inovadores - ou seja, qualquer um desses pianistas teriam - e tem - envergadura para figurar sozinho numa capa da DB, pois trata-se das principais estrelas do instrumento da nova geração, mas a revista mostrou que, dessa vez, soube reconhecer que o universo do piano não é dominado apenas por um maioral ou por um músico com influência monopolista, mas por vários talentosos pianistas com ascendências diversas: então, daí a escolha de Moran, Shipp e Iyer, três dos principais e mais distintos inovadores do piano e do jazz contemporâneo.

Esse podcast tem a função de apresentar as características e os estilos desses pianistas. O pianista Jason Moran ( inicialmente, pupilo de Muhal Richard Abrams e de Andrew Hill e, atualmente, sideman da banda de Charles Lloyd) foi um dos músicos que resgatou o Free Jazz a partir do início da década de 2000, e é um pianista completo por trabalhar em várias linhas de frente de maneira particular e contemporânea: Moran transita livremente do jazz tradicional ao free jazz, da improvisação à música erudita. Já Matthew Shipp também é um pianista com influencias do Free Jazz (tendo, inclusive, iniciado sua carreira com músicos como Roscoe Mitchell, David S. Ware e William Parker), mas atualmente tem trabalhado num estilo próprio que une o mainstream, o avant-garde, elementos da música eletrônica e o hip hop. Vijay Iyer, por sua vez, é influenciado pelo Free Jazz e M-Base (estética criada pelo saxofonista Steve Coleman) e, por vezes, baseia-se na concepção harmônica de Thelonious Monk e nos estilos introspectivos de improvisação lançados por pianistas como Sun Ra e Andrew Hill. Além desses pianistas citados, este programa mostra outros pianistas menos reconhecidos pelo público como o grande pianista Geoffrey Keezer - um dos sidemans mais requisitados, um grande musicians' musician do jazz americano -, os iniciantes Aaron Parks e Robert Glasper (ambos pianistas descoberto pela Blue Note) e alguns pianistas de outras nacionalidades: da Argentina ouve-se Ernesto Jodos (com seu trio composto do contrabaixista Nelson Arriagada e do baterista Félix Lecaros), da Suécia ouve-se o falecido Esbjorn Svensson (com seu trio composto do contrabaixista Dan Berglund e do baterista Magnus Öström), e do Japão ouve-se a pianista vanguardista Satoko Fujii (em parceria com o baterista Yoshida Tatsuya). 

Boa Audição!
&lt;img src=&quot;http://www.mypodcast.com/image-457048&quot;&gt;</description>
			<itunes:summary>






















Ouça este e outros áudios de jazz no Blog Farofa Moderna

Na sua edição do mês de Julho do ano de 2008, a revista americana Down Beat - considerada a &quot;Bíblia do Jazz&quot; - escolheu três novos figurões para ilustrar sua capa: os pianistas Jason Moran, Matthew Shipp e Vijay Iyer. Essa escolha de mostrar não apenas um, mas três dos mais novos e principais pianistas do jazz atual numa mesma capa, reflete o atual cenário pianístico, rico em pianistas de indentidades próprias e projetos inovadores - ou seja, qualquer um desses pianistas teriam - e tem - envergadura para figurar sozinho numa capa da DB, pois trata-se das principais estrelas do instrumento da nova geração, mas a revista mostrou que, dessa vez, soube reconhecer que o universo do piano não é dominado apenas por um maioral ou por um músico com influência monopolista, mas por vários talentosos pianistas com ascendências diversas: então, daí a escolha de Moran, Shipp e Iyer, três dos principais e mais distintos inovadores do piano e do jazz contemporâneo.

Esse podcast tem a função de apresentar as características e os estilos desses pianistas. O pianista Jason Moran ( inicialmente, pupilo de Muhal Richard Abrams e de Andrew Hill e, atualmente, sideman da banda de Charles Lloyd) foi um dos músicos que resgatou o Free Jazz a partir do início da década de 2000, e é um pianista completo por trabalhar em várias linhas de frente de maneira particular e contemporânea: Moran transita livremente do jazz tradicional ao free jazz, da improvisação à música erudita. Já Matthew Shipp também é um pianista com influencias do Free Jazz (tendo, inclusive, iniciado sua carreira com músicos como Roscoe Mitchell, David S. Ware e William Parker), mas atualmente tem trabalhado num estilo próprio que une o mainstream, o avant-garde, elementos da música eletrônica e o hip hop. Vijay Iyer, por sua vez, é influenciado pelo Free Jazz e M-Base (estética criada pelo saxofonista Steve Coleman) e, por vezes, baseia-se na concepção harmônica de Thelonious Monk e nos estilos introspectivos de improvisação lançados por pianistas como Sun Ra e Andrew Hill. Além desses pianistas citados, este programa mostra outros pianistas menos reconhecidos pelo público como o grande pianista Geoffrey Keezer - um dos sidemans mais requisitados, um grande musicians' musician do jazz americano -, os iniciantes Aaron Parks e Robert Glasper (ambos pianistas descoberto pela Blue Note) e alguns pianistas de outras nacionalidades: da Argentina ouve-se Ernesto Jodos (com seu trio composto do contrabaixista Nelson Arriagada e do baterista Félix Lecaros), da Suécia ouve-se o falecido Esbjorn Svensson (com seu trio composto do contrabaixista Dan Berglund e do baterista Magnus Öström), e do Japão ouve-se a pianista vanguardista Satoko Fujii (em parceria com o baterista Yoshida Tatsuya). 

Boa Audição!
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          <itunes:author>Vagner Pitta</itunes:author>
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			<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 19:00:00 +0000</pubDate>
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			<title>As várias facetas da música do clarinetista Don Byron</title>
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			<description>&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://farofamoderna.blogspot.com/search/label/Don Byron&quot;target=&quot;TAG&quot;&gt;Ouça este e outros áudios de jazz no Blog Farofa Moderna&lt;/a&gt;

Qual músico de jazz é capaz de criar uma discografia talhada com influências tão díspares como jazz tradicional (ragtime, swing), jazz moderno (neo-bop e post-bop), funk, rap, spoken word, klezmer music (música judaica), ópera, ária e lieders eruditos, música caribenha e afro-latina,  M-Base e free jazz? Resposta: Don Byron, um compositor e clarinetista dos mais criativos músicos de jazz dos ultimos anos.

Don Byron é um músico que se encaixa perfeitamente na vertente atual denominada Modern Creative, que é nada mais do que uma denominação usada para caracterizar os músicos do jazz contemporâneo que usam de influências diversas em suas colagens sonoras: colagens que vão desde o swing jazz, passando pela influência moderna do bop - entendido atualmente como neo-bop e post-bop -, usando a cacofonia do avant-garde, botando um requinte erudito, apimentando com influências latinas e por aí vai, num infinito de misturas e possibilidades. Essa geração denominada Modern Creative, que passou a evidenciar-se na passagem do século 20 para o século 21, é constituída de músicos que costumam ser gandes parceiros de Byron, tais como: Dave Douglas, Uri Caine, Graham Haynes, Bill Frisell, entre outros músicos do cenário nova-iorquino denominado como Downtown.

As duas primeiras faixas do primeiro bloco, Mamaliege Dance e Litvak Square Dance, são do repertório de Mickey Katz, um enterteiner e clarinetista judeu dos tempos do swing jazz, o qual Don Byron homenageou no disco Don Byron Plays The Music of Mickey Katz. A faixa seguinte, Glitter and Be gay, é uma ária ou um lieder (um tipo de canção operística e erudita muito comum na música de câmera alemã - vide os famosos lieders do compositor Franz Schubert): esta faixa está no disco A Fine Line (Árias and Lieders).

O segundo bloco é constituído de duas faixas: Goetz, James Ramseur, Me do disco Romance with the Unseen e Tuskegee Experiment do disco homônimo, o primeiro disco de Byron. Ambas tem características do neo-bop e post-bop, sendo a segunda mais levada pro lado do free-funky e impregnada com o spoken vocals do poeta e rapper Sadiq, um dos grandes colaboradores de Byron. Lembrando, também, que essas faixas mostram atuações fantásticas dos sidemans: Em  Goetz, James Ramseur, Me ouvimos a atuação fantástica do guitarrista Bill Frisell e do baterista Jack DeJohnette; já em Tuskegee temos a atuação fantástica do baterista Ralph Paterson, além da voz de Sadiq.

O ultimo e terceiro bloco, o mais comprido, mostra a influência dos beats caribenhos e afro-latinos contida no disco Music for Six Musicians e, também, as influências do funk, hip hop e M-base (estilo de jazz criado pelo saxofonista Steve Coleman) contidas no disco Nu Blaxploitation. As faixas que constituem esse bloco são The press Made e I'll Chill on the Marley Tapes (amas do disco Music for Six Musicians), além de uma faixa do disco Ivey-Divey chamada Leopold, Leopold (que eu errôneamente anunciei como sendo do disco Nu Blaxploitation) e, por fim, a faixa Alien do fantástico Nu Blaxploitation. Ademais, eu encerro o podcast usando uma faixa bem conhecida de todos os amantes de jazz: do disco Bug Music eu uso a faixa St Louis Blues, famoso tema do jazz tradicional - lembrando que esse disco, Bug Music, é um disco onde Byron se dedica apenas à recriar standards e temas do repertório do New Orleans Jazz e Swing.

OBS: No Blog Farofa Moderna há um bootleg de um show de Don Byron com seu Sexteto em Quasimodo, Alemanha. ( esse sexteto tem a mesma configuração usada no fantástico disco Music for Six Musicians, sendo quase todos os integrantes o mesmo que atuaram na gravação do respectivo disco). Acesse o link acima e baixem!

Boa Audição
&lt;img src=&quot;http://www.mypodcast.com/image-456840&quot;&gt;</description>
			<itunes:summary>Ouça este e outros áudios de jazz no Blog Farofa Moderna

Qual músico de jazz é capaz de criar uma discografia talhada com influências tão díspares como jazz tradicional (ragtime, swing), jazz moderno (neo-bop e post-bop), funk, rap, spoken word, klezmer music (música judaica), ópera, ária e lieders eruditos, música caribenha e afro-latina,  M-Base e free jazz? Resposta: Don Byron, um compositor e clarinetista dos mais criativos músicos de jazz dos ultimos anos.

Don Byron é um músico que se encaixa perfeitamente na vertente atual denominada Modern Creative, que é nada mais do que uma denominação usada para caracterizar os músicos do jazz contemporâneo que usam de influências diversas em suas colagens sonoras: colagens que vão desde o swing jazz, passando pela influência moderna do bop - entendido atualmente como neo-bop e post-bop -, usando a cacofonia do avant-garde, botando um requinte erudito, apimentando com influências latinas e por aí vai, num infinito de misturas e possibilidades. Essa geração denominada Modern Creative, que passou a evidenciar-se na passagem do século 20 para o século 21, é constituída de músicos que costumam ser gandes parceiros de Byron, tais como: Dave Douglas, Uri Caine, Graham Haynes, Bill Frisell, entre outros músicos do cenário nova-iorquino denominado como Downtown.

As duas primeiras faixas do primeiro bloco, Mamaliege Dance e Litvak Square Dance, são do repertório de Mickey Katz, um enterteiner e clarinetista judeu dos tempos do swing jazz, o qual Don Byron homenageou no disco Don Byron Plays The Music of Mickey Katz. A faixa seguinte, Glitter and Be gay, é uma ária ou um lieder (um tipo de canção operística e erudita muito comum na música de câmera alemã - vide os famosos lieders do compositor Franz Schubert): esta faixa está no disco A Fine Line (Árias and Lieders).

O segundo bloco é constituído de duas faixas: Goetz, James Ramseur, Me do disco Romance with the Unseen e Tuskegee Experiment do disco homônimo, o primeiro disco de Byron. Ambas tem características do neo-bop e post-bop, sendo a segunda mais levada pro lado do free-funky e impregnada com o spoken vocals do poeta e rapper Sadiq, um dos grandes colaboradores de Byron. Lembrando, também, que essas faixas mostram atuações fantásticas dos sidemans: Em  Goetz, James Ramseur, Me ouvimos a atuação fantástica do guitarrista Bill Frisell e do baterista Jack DeJohnette; já em Tuskegee temos a atuação fantástica do baterista Ralph Paterson, além da voz de Sadiq.

O ultimo e terceiro bloco, o mais comprido, mostra a influência dos beats caribenhos e afro-latinos contida no disco Music for Six Musicians e, também, as influências do funk, hip hop e M-base (estilo de jazz criado pelo saxofonista Steve Coleman) contidas no disco Nu Blaxploitation. As faixas que constituem esse bloco são The press Made e I'll Chill on the Marley Tapes (amas do disco Music for Six Musicians), além de uma faixa do disco Ivey-Divey chamada Leopold, Leopold (que eu errôneamente anunciei como sendo do disco Nu Blaxploitation) e, por fim, a faixa Alien do fantástico Nu Blaxploitation. Ademais, eu encerro o podcast usando uma faixa bem conhecida de todos os amantes de jazz: do disco Bug Music eu uso a faixa St Louis Blues, famoso tema do jazz tradicional - lembrando que esse disco, Bug Music, é um disco onde Byron se dedica apenas à recriar standards e temas do repertório do New Orleans Jazz e Swing.

OBS: No Blog Farofa Moderna há um bootleg de um show de Don Byron com seu Sexteto em Quasimodo, Alemanha. ( esse sexteto tem a mesma configuração usada no fantástico disco Music for Six Musicians, sendo quase todos os integrantes o mesmo que atuaram na gravação do respectivo disco). Acesse o link acima e baixem!

Boa Audição
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          <itunes:author>Vagner Pitta</itunes:author>
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			<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 12:30:00 +0000</pubDate>
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			<title>A suite In this House, on this Morning, de Wynton Marsalis</title>
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Wynton Marsalis vem seguindo a mesma trilha dos mestres Duke Ellington e Charles Mingus enquanto compositor, músico e chefe de orquestra. No quesito compositor, Wynton Marsalis tem provado que é não só um dos mais criativos, mas um dos mais importantes compositores da música norte-americana atual - senão o maior e mais importante compositor da sua geração, haja vista seu tino criativo que vem lhe permitindo - anos após anos - criar obras grandiosas como a suite In this House, on this Morning (1992) composta para septeto e o oratório Blood on the Fields (1994), obra para big band e vozes que ganhou o prêmio Pullitzer em 1997, após uma revisão que lhe deu o formato efetivo e uma calorosa reestréia nos palcos do Lincoln Center, em Nova Iorque. O que assusta em Wynton Marsalis, portanto, é sua capacidade de criar obras em diversos contextos e temáticas, sem lançar uma única peça que seja semelhante à outra subsequente: ou seja, há uma grande preocupação de expressar sua indentidade original através de novos arranjos e novas sonoridades a cada peça que ele compõe. A sua escrita e seus arranjos são tão inteligentes que chegam a confundir o ouvinte no sentido de não deixar claro qual parte é composta e qual parte é improvisada.

Em 1992, Wynton Marsalis, recém-empossado como diretor artístico do Jazz at Lincoln Center (que ele ajudou a fundar em 1987), teve a honra de ser o primeiro trompetista e jazzista a ter uma obra comissionada pelo Lincoln Center. A obra que ganhou a comissão: In this House, on this Morning, uma suíte de duas horas de duração totalmente inspirada no gospel das igrejas afro-americanas. A obra teve sua estréia no grande palco do Avery Fisher Hall - mesmo palco onde o maestro Gunther Schuller estreara a inacabada suíte Epitaph de Charles Mingus em 1989 - e foi um sucesso de público e crítica, chegando a causar grande emoção na platéia. Tal como Duke Ellington compôs a suíte Black, Brown on the Beige e John Coltrane compôs a sua A Love Supreme, Wynton Marsalis compôs uma suíte jazzística que evidencia ou seu sentimento para com Deus e o Evangelho. Muito mais do que apenas dedicar essa composição ao Senhor, o compositor imprimiu suas impressões relacionadas à tradição protestante na música norte-americana através de verdadeiras referências sonoras dos cultos gospel, com partes escritas e improvisadas que fazem perfeitas alusões aos hinos e louvores, às orações, aos sermões dos reverendos, aos sinos das igrejas, às entidades divinas do Pai, Filho e Espírito Santo e até à recepção da irmandade depois do serviço. Quem é protestante ou já assistiu filmes norte-americanos em que muitas das cenas se passam em igrejas Batistas e Metodistas de New Orleans ou Georgia, saberia detectar com facilidade os elementos do gospel presentes nesta peça. E, também, os próprios títulos das faixas já dizem quais aspectos o compositor quis expressar.

Diz Wynton Marsalis em seu site que, embora ele não tenha passado sua infância e adolescência em igrejas, a sua vontade e inspiração para compor essa peça surgiu dentro dos seu próprio septeto, já que a maioria dos seus sidemans foram criados sob as doutrinas do evangelho. Tanto que nas regulares viagens e turnês da banda, os músicos de septeto sempre entoavam e tocavam as canções do repertório gospel durante os ensaios ou durante os tragetos de ônibus. Então, percebendo a estreita relação dos spirituals com o jazz, Wynton passou a incluir o gospel dentro da sua recente obsessão tradicionalista, da mesma forma que incluíra o blues e os rítmos de New Orleans a partir de 1987. O resultado do estudo ao gospel, foi essa suíte intitulada In this House, on this Morning, onde Wynton procurou fazer uma transição entre a harmonia básica do blues e do gospel e a harmonia moderna do jazz contemporâneo, fazendo alusão à toda a espiritualidade que as melodias do blues e do gospel expressam em suas abordagens sem, contudo, soar apenas básico - ao contrário, ele compôs um verdadeiro tratado contemporâneo baseado na música sacra. Além dos contrastes criados entre os &quot;acordes perfeitos&quot; do blues e do gospel com leves dissonâncias e os modos da harmonia moderna, Wynton também foca seu discurso no rítmo, usando beats característicos do Crescent City, New Orleans - rítmos em 6/8 e 7/4 bem próximo aos aspectos das habaneras, ragtime, strides e do second line - e, por fim, nos arranjos sutis com palmas, surdinas, vozes, pandeiro e solos com efeitos rangidos. Após ter se tornado um sucesso de público e critica, a suíte In this House, on This Morning vem sendo executada pelo Wynton Marsalis Septet no mundo todo até os dias de hoje. Com vocês eu deixo uma seleção de dez faixas em pouco mais de 60 minutos de melodias espirituais e arranjos fantásticos! A genial personalidade musical impressa nesta suíte - que não chega a ser uma peça das mais complexas de Wynton Marsalis - já prenunciava, em 1992, ser o motivo principal que levaria o trompetista e compositor a ser o primeiro negro e jazzista e ganhar o prêmio Pulitzer em 1997.

Boa Audição!
&lt;img src=&quot;http://www.mypodcast.com/image-454609&quot;&gt;</description>
			<itunes:summary>Ouça este e outros áudios de jazz no Blog Farofa Moderna

Wynton Marsalis vem seguindo a mesma trilha dos mestres Duke Ellington e Charles Mingus enquanto compositor, músico e chefe de orquestra. No quesito compositor, Wynton Marsalis tem provado que é não só um dos mais criativos, mas um dos mais importantes compositores da música norte-americana atual - senão o maior e mais importante compositor da sua geração, haja vista seu tino criativo que vem lhe permitindo - anos após anos - criar obras grandiosas como a suite In this House, on this Morning (1992) composta para septeto e o oratório Blood on the Fields (1994), obra para big band e vozes que ganhou o prêmio Pullitzer em 1997, após uma revisão que lhe deu o formato efetivo e uma calorosa reestréia nos palcos do Lincoln Center, em Nova Iorque. O que assusta em Wynton Marsalis, portanto, é sua capacidade de criar obras em diversos contextos e temáticas, sem lançar uma única peça que seja semelhante à outra subsequente: ou seja, há uma grande preocupação de expressar sua indentidade original através de novos arranjos e novas sonoridades a cada peça que ele compõe. A sua escrita e seus arranjos são tão inteligentes que chegam a confundir o ouvinte no sentido de não deixar claro qual parte é composta e qual parte é improvisada.

Em 1992, Wynton Marsalis, recém-empossado como diretor artístico do Jazz at Lincoln Center (que ele ajudou a fundar em 1987), teve a honra de ser o primeiro trompetista e jazzista a ter uma obra comissionada pelo Lincoln Center. A obra que ganhou a comissão: In this House, on this Morning, uma suíte de duas horas de duração totalmente inspirada no gospel das igrejas afro-americanas. A obra teve sua estréia no grande palco do Avery Fisher Hall - mesmo palco onde o maestro Gunther Schuller estreara a inacabada suíte Epitaph de Charles Mingus em 1989 - e foi um sucesso de público e crítica, chegando a causar grande emoção na platéia. Tal como Duke Ellington compôs a suíte Black, Brown on the Beige e John Coltrane compôs a sua A Love Supreme, Wynton Marsalis compôs uma suíte jazzística que evidencia ou seu sentimento para com Deus e o Evangelho. Muito mais do que apenas dedicar essa composição ao Senhor, o compositor imprimiu suas impressões relacionadas à tradição protestante na música norte-americana através de verdadeiras referências sonoras dos cultos gospel, com partes escritas e improvisadas que fazem perfeitas alusões aos hinos e louvores, às orações, aos sermões dos reverendos, aos sinos das igrejas, às entidades divinas do Pai, Filho e Espírito Santo e até à recepção da irmandade depois do serviço. Quem é protestante ou já assistiu filmes norte-americanos em que muitas das cenas se passam em igrejas Batistas e Metodistas de New Orleans ou Georgia, saberia detectar com facilidade os elementos do gospel presentes nesta peça. E, também, os próprios títulos das faixas já dizem quais aspectos o compositor quis expressar.

Diz Wynton Marsalis em seu site que, embora ele não tenha passado sua infância e adolescência em igrejas, a sua vontade e inspiração para compor essa peça surgiu dentro dos seu próprio septeto, já que a maioria dos seus sidemans foram criados sob as doutrinas do evangelho. Tanto que nas regulares viagens e turnês da banda, os músicos de septeto sempre entoavam e tocavam as canções do repertório gospel durante os ensaios ou durante os tragetos de ônibus. Então, percebendo a estreita relação dos spirituals com o jazz, Wynton passou a incluir o gospel dentro da sua recente obsessão tradicionalista, da mesma forma que incluíra o blues e os rítmos de New Orleans a partir de 1987. O resultado do estudo ao gospel, foi essa suíte intitulada In this House, on this Morning, onde Wynton procurou fazer uma transição entre a harmonia básica do blues e do gospel e a </itunes:summary>
          <itunes:author>Vagner Pitta</itunes:author>
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			<pubDate>Sun, 28 Jun 2009 15:52:00 +0000</pubDate>
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			<title>Criss Cross Records, o novo selo-sinônimo de Jazz</title>
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			<description>&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://farofamoderna.blogspot.com/2009/05/podcast-criss-cross-records-o-novo.html&quot;target=&quot;TAG&quot;&gt;Ouça este e outros áudios de jazz no Blog Farofa Moderna&lt;/a&gt;

A Criss Cross Records foi fundada na Holanda em 1980 pelo ex-baterista e professor Gerry Teekens. A princício seu fundador prezou por gravar apenas artistas dissidentes do bebop, hard bop e post-bop sessentista que passavam pela Holanda e também estavam esquecidos pela mídia e público após o declínio do jazz acústico na era do pop e do fusion: entre eles estavam o guitarrista Jimmy Raney, o saxtenorista Warne Marsh, o trombonista Jimmy Knepper, o trompetista Johnny Coles, o pianista Cedar Walton, o trombonista Slide Hampton, dentre outros. Depois, com o fenômeno do “Renascimento do Jazz” possibilitado pela onda da revalorização do jazz acústico – o chamado Neo-bop dos Young Lions -, Gerry Teekens passou a procurar por “sangue novo”. E essa “onda” cresceu de forma tão exponencial que Teekens não se preocupou em arriscar nos mais desconhecidos nomes e nos mais recentes instrumentistas que ele encontrava. Com um grande faro para descobrir novos talentos, Teekens fez com que alçassem ao vôo alguns dos mais renomados e algumas das principais revelações do jazz contemporâneo na década de 90 e nesses últimos anos. Tanto que ,ainda hoje, Teekens mantém a mesma tranqüilidade e avidez ao procurar por “sangue novo”, sem se preocupar com sucesso comercial: “If I hear someone I like...I record them, regardless of whether they'll sell.”- disse o produtor em entrevista à revista All About Jazz. Então, vê-se que o entusiasmo de Teekens consiste apenas no talento e na peculiaridade do músico, principalmente se for alguém que tenha gravado poucas vezes e/ou está esperando uma nova oportunidade para mostrar sua música, suas composições: &quot;I'd rather record guys who are really eager to play, &quot;he says&quot; than feature big names who have recorded many times already. There's a lot of fire among the younger musicians.” Essa idéia de formar um grande portfólio de jovens músicos do jazz estadunidense deu-se início em 1984, quando Teekens passou a viajar constantemente aos EUA, chegando, inclusive a gravar no estúdio de Rudy van Gelder, o gênio da engenharia sonora por detrás das grandes gravações da Blue Note e da Impulse nos anos 50 e 60. Em 1990, Teekens encontrou um gênio à altura de Van Gelder: Max Bolleman, o grande homem responsável pela sonorização e engenharia do estúdio da Criss Cross, tem a mesma fissura pela limpidez sonora e pela nitidez dos detalhes que Van Gelder conseguia obter em suas masterizações. Desde então, diversos músicos de grandes talentos realizaram seus “debuts” pela Criss Cross: entre eles estão Kenny Garrett, Steve Wilson, Benny Green, Bill Charlap, Chris Potter, Mark Turner, Kurt Rosenwinkel, Orrin Evans, Seamus Blake, dentre outros. Portanto, não foi à toa que, inicialmente, a Criss Cross se destacou apenas por ser “selo de estréia” para muitos músicos que automaticamente se consagraram no cenário norte-americano. Ou seja, os músicos estreavam pela jovem gravadora e logo eram chamados por gravadoras maiores como a Verve e a Blue Note, consagrando-se imediatamente como novos músicos no topo da lista dos venerados: foi assim, por exemplo, com o guitarrista Kurt Rosenwinkel que, logo após sua estréia sob o comando de Teekens, foi chamado para ser um artista da Verve. Atualmente, no entanto, a gravadora – apesar de continuar na mesma linhagem de descobrir novos instrumentistas - já tem seu próprio portfólio de músicos residentes e já se destaca não só por ser, desde sempre, um selo totalmente dedicado ao jazz, mas também por ter estabelecido um grau de excelência comparado ao das grandes gravadoras de jazz dos anos 50 e 60 tais como a Blue Note, Prestige e Riverside. Pode-se ver que a gravadora, cada vez mais, tem ampliado seu cast com instrumentistas fantásticos, lançando uma média de 15 a 20 álbuns por ano. O baterista Herlin Riley, o trombonista Wycliffe Gordon, os saxtenoristas Seamus Blake e Walt Weiskopf, os trompetistas John Swana, Ryan Kisor e Alex Sipiagan e os pianistas David Kikoski e Orrin Evans são alguns desses músicos fantásticos que já estão estabelecidos - alguns já alguns anos - como “pratas-da-casa”.

Boa Audição
</description>
			<itunes:summary>Ouça este e outros áudios de jazz no Blog Farofa Moderna

A Criss Cross Records foi fundada na Holanda em 1980 pelo ex-baterista e professor Gerry Teekens. A princício seu fundador prezou por gravar apenas artistas dissidentes do bebop, hard bop e post-bop sessentista que passavam pela Holanda e também estavam esquecidos pela mídia e público após o declínio do jazz acústico na era do pop e do fusion: entre eles estavam o guitarrista Jimmy Raney, o saxtenorista Warne Marsh, o trombonista Jimmy Knepper, o trompetista Johnny Coles, o pianista Cedar Walton, o trombonista Slide Hampton, dentre outros. Depois, com o fenômeno do “Renascimento do Jazz” possibilitado pela onda da revalorização do jazz acústico – o chamado Neo-bop dos Young Lions -, Gerry Teekens passou a procurar por “sangue novo”. E essa “onda” cresceu de forma tão exponencial que Teekens não se preocupou em arriscar nos mais desconhecidos nomes e nos mais recentes instrumentistas que ele encontrava. Com um grande faro para descobrir novos talentos, Teekens fez com que alçassem ao vôo alguns dos mais renomados e algumas das principais revelações do jazz contemporâneo na década de 90 e nesses últimos anos. Tanto que ,ainda hoje, Teekens mantém a mesma tranqüilidade e avidez ao procurar por “sangue novo”, sem se preocupar com sucesso comercial: “If I hear someone I like...I record them, regardless of whether they'll sell.”- disse o produtor em entrevista à revista All About Jazz. Então, vê-se que o entusiasmo de Teekens consiste apenas no talento e na peculiaridade do músico, principalmente se for alguém que tenha gravado poucas vezes e/ou está esperando uma nova oportunidade para mostrar sua música, suas composições: &quot;I'd rather record guys who are really eager to play, &quot;he says&quot; than feature big names who have recorded many times already. There's a lot of fire among the younger musicians.” Essa idéia de formar um grande portfólio de jovens músicos do jazz estadunidense deu-se início em 1984, quando Teekens passou a viajar constantemente aos EUA, chegando, inclusive a gravar no estúdio de Rudy van Gelder, o gênio da engenharia sonora por detrás das grandes gravações da Blue Note e da Impulse nos anos 50 e 60. Em 1990, Teekens encontrou um gênio à altura de Van Gelder: Max Bolleman, o grande homem responsável pela sonorização e engenharia do estúdio da Criss Cross, tem a mesma fissura pela limpidez sonora e pela nitidez dos detalhes que Van Gelder conseguia obter em suas masterizações. Desde então, diversos músicos de grandes talentos realizaram seus “debuts” pela Criss Cross: entre eles estão Kenny Garrett, Steve Wilson, Benny Green, Bill Charlap, Chris Potter, Mark Turner, Kurt Rosenwinkel, Orrin Evans, Seamus Blake, dentre outros. Portanto, não foi à toa que, inicialmente, a Criss Cross se destacou apenas por ser “selo de estréia” para muitos músicos que automaticamente se consagraram no cenário norte-americano. Ou seja, os músicos estreavam pela jovem gravadora e logo eram chamados por gravadoras maiores como a Verve e a Blue Note, consagrando-se imediatamente como novos músicos no topo da lista dos venerados: foi assim, por exemplo, com o guitarrista Kurt Rosenwinkel que, logo após sua estréia sob o comando de Teekens, foi chamado para ser um artista da Verve. Atualmente, no entanto, a gravadora – apesar de continuar na mesma linhagem de descobrir novos instrumentistas - já tem seu próprio portfólio de músicos residentes e já se destaca não só por ser, desde sempre, um selo totalmente dedicado ao jazz, mas também por ter estabelecido um grau de excelência comparado ao das grandes gravadoras de jazz dos anos 50 e 60 tais como a Blue Note, Prestige e Riverside. Pode-se ver que a gravadora, cada vez mais, tem ampliado seu cast com instrumentistas fantásticos, lançando uma média de 15 a 20 ál</itunes:summary>
          <itunes:author>Vagner Pitta</itunes:author>
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			<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 01:58:00 +0000</pubDate>
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			<title>Grandes Saxofonistas do Jazz Contemporâneo Vol 1</title>
			<itunes:subtitle>John Ellis
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			<description>John Ellis
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://farofamoderna.blogspot.com/2009/03/podcast-saxofonistas-do-jazz.html&quot;target=&quot;TAG&quot;&gt;Ouça este e outros áudios de jazz no Blog Farofa Moderna&lt;/a&gt;


No Jazz o reino do saxofone é, em muitos aspectos, o maior e mais rico. Desde os primórdios, o saxofone foi um dos instrumento que ditou os novos fraseados que inovaram a linguagem jazzística: através do saxofone alto de Charlie Parker, por exemplo, surgiu o intrincado fraseado do Bebop; através do fraseado do sax alto Ornette Coleman - um outro exemplo - surgiu a revolução do Free Jazz. Há, também, o aspecto da sonoridade: os saxofonistas são, desde os primórdios, os instrumentistas que mais conseguem trabalhar, de forma bem evidente, suas próprias sonoridades diferentemente umas das outras - veja, por exemplo, quão diferentes são as sonoridades dos altoístas Cannonball Adderlley e Paul Desmond ou, ainda, dos saxtenoristas Albert Ayler e Archie Shepp. Para além da facilidade com a qual o saxofonista pode trabalhar sua sonoridade, há a facilidade de se adequar a qualquer instrumento da família dos saxofones ou da família das palhetas - veja que na história do jazz não há muitos trompetistas que se aventuraram a tocar trombone ou tuba em seus discos ou shows, mas os saxofonistas, desde o pioneiro Sidney Bechett até o moderno John Coltrane, sempre se revezaram entre o sax soprano e o tenor e há alguns saxofonistas, como os atuais multiinstrumentistas James Carter e Ken Vandermark, que até tocam flauta e/ou todos os tipos de instrumentos de palheta (clarinete, sax soprano, oboé, sax alto, sax barítono e etc). Enfim, o saxofone é um instrumento de muita expressividade melódica que desde o início do jazz moderno vem sendo enriquecido tecnicamente e sendo tocado em vários contextos diferentes. Consequentemente, o saxofonistas atuais - jovens que puderam aprender um conjunto de técnicas e complexidades deixas pelos mestres do passado - estão usando e abusando dessas técnicas e das variabilidades do instrumento, procurando criar a partir delas novos fraseados, novas sonoridades e trabalhar com novos combos e formações.

Este podcast mostra, portanto, abordagens diversas próximas à estilos como o Neo-Bop, Free Jazz, Modern Creative, M-Base e o Modern Post-Bop, rotulagens que, devido aos entrelaçes contemporâneos, são um tanto difíceis de serem distinguidas em uma composição. O programa começa com o saxtenorista John Ellis, um jovem promissor que transita livremente entre o cenário de Nova Orleans e o de Nova Iorque: John Ellis, jazzista branco, foi aluno do grande pianista Ellis Marsalis e também foi ficou em segundo lugar no concurso para jovens saxofonistas do Instituto Thelonious Monk em 2002 - aqui Ellis aparece com um quarteto inusual de sax tenor, orgão, sousafone e bateria, tocando variações de blues de forma bem moderna. Na segunda faixa quem surge é o saxtenorista Ravi Coltrane (filho de John Coltrane), um dos contribuintes do cenário do Neo-bop e um dos colaboradores do movimento do M-Base. Surge na sequência o altoísta porto-riquenho Miguel Zenon, um dos saxofonistas que tem sido bem elogiado por suas abordagens que mesclam aspectos da cultura caribenha com o Neo-bop e Post-Bop norte-americano (embora nesta faixa, Seis Cinco, isso não fica tão evidente como se presume). Ted Nash, requintato saxtenorista, colaborador de Wynton Marsalis e um dos compositores-membros do conjunto de compositores intitulado Jazz Composers Collective, aparece em duas faixas. Depois ouve-se a saxsopranista Jane Ira Bloom, uma das únicas mulheres bem aclamadas no jazz contemporâneo e uma das mais criativas, sendo, inclusive, pioneira do uso de recursos eletroacústicos em seu sax soprano. Em seguida ouve-se Joshua Redman, um dos maiores saxtenoristas da atualidade que, inicialmente influenciado pelo Neo-Bop na década de 90, atualmente tem mostrado trabalhos bem peculiares através dos seus trios que soam crus e ritmicamente proliferados. O quarto bloco inicia-se com o grupo The Vandermark 5, do saxtenorista e multiinstrumentista Ken Vandermark (um dos frejazzers de grande evidência que tem contribuído em muito para a revitalização do cenário vanguardista de Chicago) e termina com o altoísta Greg Osby, pioneiro do M-Base e um dos músicos, dentre tantos, influenciado pelos efeitos e batidas do Hip Hop. Por fim, o podcast termina com a faixa Caravan, composição de Duke Ellington recriada de forma magistral pelo neo-tradionalista James Carter, baritonista que, através do seu poderoso sopro, mescla a tradição e o swing com elementos do Free Jazz.

Boa Audição
&lt;img src=&quot;http://www.mypodcast.com/image-454413&quot;&gt;</description>
			<itunes:summary>John Ellis
Ouça este e outros áudios de jazz no Blog Farofa Moderna


No Jazz o reino do saxofone é, em muitos aspectos, o maior e mais rico. Desde os primórdios, o saxofone foi um dos instrumento que ditou os novos fraseados que inovaram a linguagem jazzística: através do saxofone alto de Charlie Parker, por exemplo, surgiu o intrincado fraseado do Bebop; através do fraseado do sax alto Ornette Coleman - um outro exemplo - surgiu a revolução do Free Jazz. Há, também, o aspecto da sonoridade: os saxofonistas são, desde os primórdios, os instrumentistas que mais conseguem trabalhar, de forma bem evidente, suas próprias sonoridades diferentemente umas das outras - veja, por exemplo, quão diferentes são as sonoridades dos altoístas Cannonball Adderlley e Paul Desmond ou, ainda, dos saxtenoristas Albert Ayler e Archie Shepp. Para além da facilidade com a qual o saxofonista pode trabalhar sua sonoridade, há a facilidade de se adequar a qualquer instrumento da família dos saxofones ou da família das palhetas - veja que na história do jazz não há muitos trompetistas que se aventuraram a tocar trombone ou tuba em seus discos ou shows, mas os saxofonistas, desde o pioneiro Sidney Bechett até o moderno John Coltrane, sempre se revezaram entre o sax soprano e o tenor e há alguns saxofonistas, como os atuais multiinstrumentistas James Carter e Ken Vandermark, que até tocam flauta e/ou todos os tipos de instrumentos de palheta (clarinete, sax soprano, oboé, sax alto, sax barítono e etc). Enfim, o saxofone é um instrumento de muita expressividade melódica que desde o início do jazz moderno vem sendo enriquecido tecnicamente e sendo tocado em vários contextos diferentes. Consequentemente, o saxofonistas atuais - jovens que puderam aprender um conjunto de técnicas e complexidades deixas pelos mestres do passado - estão usando e abusando dessas técnicas e das variabilidades do instrumento, procurando criar a partir delas novos fraseados, novas sonoridades e trabalhar com novos combos e formações.

Este podcast mostra, portanto, abordagens diversas próximas à estilos como o Neo-Bop, Free Jazz, Modern Creative, M-Base e o Modern Post-Bop, rotulagens que, devido aos entrelaçes contemporâneos, são um tanto difíceis de serem distinguidas em uma composição. O programa começa com o saxtenorista John Ellis, um jovem promissor que transita livremente entre o cenário de Nova Orleans e o de Nova Iorque: John Ellis, jazzista branco, foi aluno do grande pianista Ellis Marsalis e também foi ficou em segundo lugar no concurso para jovens saxofonistas do Instituto Thelonious Monk em 2002 - aqui Ellis aparece com um quarteto inusual de sax tenor, orgão, sousafone e bateria, tocando variações de blues de forma bem moderna. Na segunda faixa quem surge é o saxtenorista Ravi Coltrane (filho de John Coltrane), um dos contribuintes do cenário do Neo-bop e um dos colaboradores do movimento do M-Base. Surge na sequência o altoísta porto-riquenho Miguel Zenon, um dos saxofonistas que tem sido bem elogiado por suas abordagens que mesclam aspectos da cultura caribenha com o Neo-bop e Post-Bop norte-americano (embora nesta faixa, Seis Cinco, isso não fica tão evidente como se presume). Ted Nash, requintato saxtenorista, colaborador de Wynton Marsalis e um dos compositores-membros do conjunto de compositores intitulado Jazz Composers Collective, aparece em duas faixas. Depois ouve-se a saxsopranista Jane Ira Bloom, uma das únicas mulheres bem aclamadas no jazz contemporâneo e uma das mais criativas, sendo, inclusive, pioneira do uso de recursos eletroacústicos em seu sax soprano. Em seguida ouve-se Joshua Redman, um dos maiores saxtenoristas da atualidade que, inicialmente influenciado pelo Neo-Bop na década de 90, atualmente tem mostrado trabalhos bem peculiares através dos seus trios que soam cru</itunes:summary>
          <itunes:author>Vagner Pitta</itunes:author>
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			<pubDate>Sun, 28 Jun 2009 10:39:00 +0000</pubDate>
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			<title>Grandes Trombonistas do Jazz Contemporâneo</title>
			<itunes:subtitle>Wycliffe Gordon
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			<description>Wycliffe Gordon
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://farofamoderna.blogspot.com/2009/01/podcast-grandes-contrabaixistas-do-jazz.html&quot;target=&quot;TAG&quot;&gt;Ouça este e outros áudios de jazz no Blog Farofa Moderna&lt;/a&gt;

Olá queridos colegas! Sejam bem vindos à mais um dos nossos regulares programas em podcats. Dessa vez eu abordo o trombone como temática do programa, mostrando faixas de seis grandes trombonistas do jazz de estirpe mais contemporânea. Todos nós sabemos que, apesar da sua sonoridade forte, quente e bela, o trombone sempre foi um instrumento bem usado em big bands e brass bands, mas como líder ou integrante de combos menores o trombone sempre teve pouco espaço. No entanto, desde os trombonistas J.J Johnson, Curtis Fuller e Bennie Green, que o trombone passou a ser cada vez mais usado em arranjos de combos menores. E no jazz contemporâneo também podemos destacar alguns grandes jovens e vetaranos que estão elevando a voz do trombone com grande criatividade e ímpeto.


O programa começa com duas faixas do grande trombonista Wycliffe Gordon, um dos young lions descoberto pelo trompetista Wynton Marsalis no final da década de 80: Gordon é, desde meados da década de 90, um colosso do trombone, sendo considerado pelas revistas Down Beat e Jazz Times como um dos principais nome do seu instrumento no cenário atual, sendo, também, um dos compositores atuantes junto ao grupo chamado Jazz Composers Collective em New York. O segundo bloco mostra duas faixas do disco Trilogue Live! do falecido vanguardista alemão Albert Mangelsdorf, um dos mais inventivos trombonistas da história do jazz: Mangelsdorff desenvolveu várias técnicas de sopro no trombone como a multifonia, uma técnica que permite o trombonista emitir duas ou três notas distintas num mesmo momento de sopro. O terceiro bloco mostra os peculiares sopros dos trombonistas Ray Anderson que toca junto ao trio Bassdrumbone (Gerry Hemingway na bateria, Mark Helias no contrabaixo e o próprio Ray Anderson no trombone) e, também, mostra o grande trombonista italiano Gianluca Petrella, uma das revelações mais evidentes surgidas do velho continente, sem dúvida um dos maiores trombonistas da atualidade que, por sinal, é um seguidor assumido de Albert Mangelsdorf. Por fim, o programa encerra com o quarto bloco mostrando o Acid Samba do grande trombonista brasileiro Bocato (considerado o trombonista mais cult do Brasil e, com certeza, um nome seminal para a Música Instrumental Brasileira) e, em seguida, vem o grande trombonista norte-americano Robin Eubanks (irmão do guitarrista Kevin Eubanks), um dos colaboradores do movimento M-Base de Steve Coleman e, também, grande colaborador de Dave Holland. Ouçam!

Boa Audição!
&lt;img src=&quot;http://www.mypodcast.com/image-452866&quot;&gt;</description>
			<itunes:summary>Wycliffe Gordon
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Olá queridos colegas! Sejam bem vindos à mais um dos nossos regulares programas em podcats. Dessa vez eu abordo o trombone como temática do programa, mostrando faixas de seis grandes trombonistas do jazz de estirpe mais contemporânea. Todos nós sabemos que, apesar da sua sonoridade forte, quente e bela, o trombone sempre foi um instrumento bem usado em big bands e brass bands, mas como líder ou integrante de combos menores o trombone sempre teve pouco espaço. No entanto, desde os trombonistas J.J Johnson, Curtis Fuller e Bennie Green, que o trombone passou a ser cada vez mais usado em arranjos de combos menores. E no jazz contemporâneo também podemos destacar alguns grandes jovens e vetaranos que estão elevando a voz do trombone com grande criatividade e ímpeto.


O programa começa com duas faixas do grande trombonista Wycliffe Gordon, um dos young lions descoberto pelo trompetista Wynton Marsalis no final da década de 80: Gordon é, desde meados da década de 90, um colosso do trombone, sendo considerado pelas revistas Down Beat e Jazz Times como um dos principais nome do seu instrumento no cenário atual, sendo, também, um dos compositores atuantes junto ao grupo chamado Jazz Composers Collective em New York. O segundo bloco mostra duas faixas do disco Trilogue Live! do falecido vanguardista alemão Albert Mangelsdorf, um dos mais inventivos trombonistas da história do jazz: Mangelsdorff desenvolveu várias técnicas de sopro no trombone como a multifonia, uma técnica que permite o trombonista emitir duas ou três notas distintas num mesmo momento de sopro. O terceiro bloco mostra os peculiares sopros dos trombonistas Ray Anderson que toca junto ao trio Bassdrumbone (Gerry Hemingway na bateria, Mark Helias no contrabaixo e o próprio Ray Anderson no trombone) e, também, mostra o grande trombonista italiano Gianluca Petrella, uma das revelações mais evidentes surgidas do velho continente, sem dúvida um dos maiores trombonistas da atualidade que, por sinal, é um seguidor assumido de Albert Mangelsdorf. Por fim, o programa encerra com o quarto bloco mostrando o Acid Samba do grande trombonista brasileiro Bocato (considerado o trombonista mais cult do Brasil e, com certeza, um nome seminal para a Música Instrumental Brasileira) e, em seguida, vem o grande trombonista norte-americano Robin Eubanks (irmão do guitarrista Kevin Eubanks), um dos colaboradores do movimento M-Base de Steve Coleman e, também, grande colaborador de Dave Holland. Ouçam!

Boa Audição!
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          <itunes:author>Vagner Pitta</itunes:author>
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			<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 12:49:00 +0000</pubDate>
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		<item>
			<title>Grandes Contrabaixistas do Jazz Contemporâneo</title>
			<itunes:subtitle>Avishai Cohen























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			<description>Avishai Cohen























&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://farofamoderna.blogspot.com/2009/01/podcast-grandes-contrabaixistas-do-jazz.html&quot;target=&quot;TAG&quot;&gt;Ouça este e outros áudios de jazz no Blog Farofa Moderna&lt;/a&gt; 

Ola queridos colegas! Bem vindos a mais um Podcast Farofa Moderna! Este programa é totalmente dedicado ao contrabaixo acústico. Aqui mostro alguns dos mais novos contrabaixistas que estão a figurar no jazz contemporâneo, bem como outros veteranos que já haviam participado de épocas históricas do Jazz. Dentre os contrabaixistas que surgiram na década de 90 e hoje são grandes leaders podemos destacar Avishai Cohen, Ben Allison, Christian McBride e Scott Colley. O podcast ainda inclui o contrabaixista Omer Avital, jovem israelense que se evidenciou neste início de século, além de dois grandes veteranos vindos de meados da década de 60: Niels-Henning Orsted Pedersen (conhecido como NHOP, abreviação do seu nome) que iniciou sua carreira colaborando com o grande Albert Ayler em 1964 e Mario Pavone que iniciou sua carreira sendo sideman do pianista Paul Bley. Enfim, os estilos aqui são bem variados e as faixas passeiam entre os estilos modern post-bop e jazz-funk. Ou seja, os solos desses contrabaxistas, bem como os acompanhamentos, são totalmente calcados em abordagens contemporâneas, fugindo daquele estilo mais manjado do bebop.

O contrabaixo desde sempre foi um instrumento acompanhante: essa é a sua essência no Jazz. No entanto, já no início da década de 40 um contrabaixista chamado Jimmy Blanton passou a mostrar que o contrabaixo podia representar muito mais do que apenas acopanhamento: surge aí uma linhagem de contrabaixistas que iriam libertar o contrabaixo desse estigma de mero acompanhante, conferindo-o um status de instrumento líder. São eles: Oscar Pettiford que pode ser considerado como sendo o primeiro grande leader relacionado ao contrabaixo, Ray Brown que foi um dos mais requisitados de sua época, o jovem virtuose Paul Chambers que dominou a década de 50 e, principalmente, Charles Mingus que se destacou mais por seu tino composicional do que propriamente pela técnica. Atualmente podemos destacar contrabaixistas de grande influência não só pela técnica eficiente como também pelo tino composicional: Ben Allison (um dos &quot;cabeças&quot; do grupo de compositores Jazz Composers Collective) e Avishai Cohen são dois exemplos de grandes contrabaixistas que também são grandes compositores. Já Christian McBride, um notável virtuose, se destaca mais por ser o contrabaixista mais requistado de Nova Iorque: o cara já colaborou, gravou e é sempre requisitado por uma multidão de músicos desde Wynton Marsalis, a cantora Diane Krall até músicos mais progressistas como Uri Caine. Ademais, destaco o veterano contrabaxista Mario Pavone que, apesar ser um veterano de idade avançada, tem mostrado frescor em interessantes abordagens através dos últimos trabalhos lançados pela gravadora Playscape e, principalmente, o grande virtuose NHOP que faleceu no ano de 2005: dele, incluí dois belos solos do disco Those Who Were gravado no ano de 1996, um disco que vai numa direção bem mais moderna do que o habitual bebop que o contrabaixista explorava com o pianista Oscar Peterson. Confiram!

Boa Audição!
&lt;img src=&quot;http://www.mypodcast.com/image-452832&quot;&gt;</description>
			<itunes:summary>Avishai Cohen























Ouça este e outros áudios de jazz no Blog Farofa Moderna 

Ola queridos colegas! Bem vindos a mais um Podcast Farofa Moderna! Este programa é totalmente dedicado ao contrabaixo acústico. Aqui mostro alguns dos mais novos contrabaixistas que estão a figurar no jazz contemporâneo, bem como outros veteranos que já haviam participado de épocas históricas do Jazz. Dentre os contrabaixistas que surgiram na década de 90 e hoje são grandes leaders podemos destacar Avishai Cohen, Ben Allison, Christian McBride e Scott Colley. O podcast ainda inclui o contrabaixista Omer Avital, jovem israelense que se evidenciou neste início de século, além de dois grandes veteranos vindos de meados da década de 60: Niels-Henning Orsted Pedersen (conhecido como NHOP, abreviação do seu nome) que iniciou sua carreira colaborando com o grande Albert Ayler em 1964 e Mario Pavone que iniciou sua carreira sendo sideman do pianista Paul Bley. Enfim, os estilos aqui são bem variados e as faixas passeiam entre os estilos modern post-bop e jazz-funk. Ou seja, os solos desses contrabaxistas, bem como os acompanhamentos, são totalmente calcados em abordagens contemporâneas, fugindo daquele estilo mais manjado do bebop.

O contrabaixo desde sempre foi um instrumento acompanhante: essa é a sua essência no Jazz. No entanto, já no início da década de 40 um contrabaixista chamado Jimmy Blanton passou a mostrar que o contrabaixo podia representar muito mais do que apenas acopanhamento: surge aí uma linhagem de contrabaixistas que iriam libertar o contrabaixo desse estigma de mero acompanhante, conferindo-o um status de instrumento líder. São eles: Oscar Pettiford que pode ser considerado como sendo o primeiro grande leader relacionado ao contrabaixo, Ray Brown que foi um dos mais requisitados de sua época, o jovem virtuose Paul Chambers que dominou a década de 50 e, principalmente, Charles Mingus que se destacou mais por seu tino composicional do que propriamente pela técnica. Atualmente podemos destacar contrabaixistas de grande influência não só pela técnica eficiente como também pelo tino composicional: Ben Allison (um dos &quot;cabeças&quot; do grupo de compositores Jazz Composers Collective) e Avishai Cohen são dois exemplos de grandes contrabaixistas que também são grandes compositores. Já Christian McBride, um notável virtuose, se destaca mais por ser o contrabaixista mais requistado de Nova Iorque: o cara já colaborou, gravou e é sempre requisitado por uma multidão de músicos desde Wynton Marsalis, a cantora Diane Krall até músicos mais progressistas como Uri Caine. Ademais, destaco o veterano contrabaxista Mario Pavone que, apesar ser um veterano de idade avançada, tem mostrado frescor em interessantes abordagens através dos últimos trabalhos lançados pela gravadora Playscape e, principalmente, o grande virtuose NHOP que faleceu no ano de 2005: dele, incluí dois belos solos do disco Those Who Were gravado no ano de 1996, um disco que vai numa direção bem mais moderna do que o habitual bebop que o contrabaixista explorava com o pianista Oscar Peterson. Confiram!

Boa Audição!
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          <itunes:author>Vagner Pitta</itunes:author>
			<guid isPermaLink="true">http://farofamoderna.mypodcast.com/2009/06/Grandes_Contrabaixistas_do_Jazz_Contemporneo-217466.html</guid>
			<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 11:00:00 +0000</pubDate>
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			<title>Carlos Malta com Pife Muderno e Coreto Urbano</title>
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			<description>&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://farofamoderna.blogspot.com/2009/05/podcast-carlos-malta-com-pife-muderno-e_27.html&quot;target=&quot;TAG&quot;&gt;Ouça este e outros áudios de jazz no Blog Farofa Moderna&lt;/a&gt; 

Olá queridos colegas! Sejam bem vindos à mais um programa do Podcast Farofa Moderna! Neste sucinto episódio eu apresento o grande saxofonista e flautista Carlos Malta e seu riquíssimo trabalho dentro dos terreiros da Música Instrumental Brasileira. Trata se de um trabalho peculiar, com o qual Malta mostra interessantes releituras do cancioneiro popular, bem como mostra interessantes abordagens através do uso de elementos diversos da cultura brasileira como o pife, as marchinhas, o frevo, o maracatu, o samba, o choro e até a MPB e o brazilian jazz. Carlos Malta evidencia, enfim, formações peculiares para mostrar suas abordagens: algumas dessas formações são as suas bandas Pife Muderno (zabumba, pandeiro, pífanos, bateria e percurssões afins), que resgata o estilo dos conjuntos de pífanos de Pernambuco e a interessante Coreto Urbano (com percussão, saxofones, flautas, trombone, bombardino, trompete, tuba e instrumentos de sopro afins), essa que resgata o estilo das antigas bandinhas de coreto com suas marchas, frevos, pagodes e maracatus.

Carlos Malta começou a carreira no ínicio dos anos 80 junto ao grande mestre Hermeto Pascoal, um dos músicos e compositores mais responsáveis pela configuração da nossa Música Instrumental Brasileira desde o início da década de 70, quando ele passou a lançar discos inovadores cheio experimentalismos e misturas de jazz-fusion com o samba, com o choro e vários elementos da música popular nordestina. De 1982 a 1993, então, Carlos Malta trabalhou como flautista e saxofonista do legendário Hermeto Pascoal e Grupo, passando a investir, em 1993, na sua carreira solo a partir do lançamento do disco Raibown, em parceria com o violoncelista suiço Daniel Pezzotti. Desde então, Carlos Malta passou a lançar grandes discos onde ele expõe seu carinho especial aos instrumentos de sopro e à cultura brasileira, em especial à cultura nordestina, como ele bem mostra com seu grupo Pife Muderno. A lista de faixas contidas neste podcast fazem parte dos excelentes discos O Escultor do Vento (1998), Carlos Malta e Pife Muderno (1999), Pimenta (2000), Paru (2006) e Tudo Coreto (com o Coreto Urbano), cinco dos títulos da discografia de Malta que, apesar de numericamente modesta, já mostra ser de grande valor para a Música Instrumental Contemporânea Brasileira.

Boa Audição

&lt;img src=&quot;http://www.mypodcast.com/image-452721&quot;&gt;</description>
			<itunes:summary>Ouça este e outros áudios de jazz no Blog Farofa Moderna 

Olá queridos colegas! Sejam bem vindos à mais um programa do Podcast Farofa Moderna! Neste sucinto episódio eu apresento o grande saxofonista e flautista Carlos Malta e seu riquíssimo trabalho dentro dos terreiros da Música Instrumental Brasileira. Trata se de um trabalho peculiar, com o qual Malta mostra interessantes releituras do cancioneiro popular, bem como mostra interessantes abordagens através do uso de elementos diversos da cultura brasileira como o pife, as marchinhas, o frevo, o maracatu, o samba, o choro e até a MPB e o brazilian jazz. Carlos Malta evidencia, enfim, formações peculiares para mostrar suas abordagens: algumas dessas formações são as suas bandas Pife Muderno (zabumba, pandeiro, pífanos, bateria e percurssões afins), que resgata o estilo dos conjuntos de pífanos de Pernambuco e a interessante Coreto Urbano (com percussão, saxofones, flautas, trombone, bombardino, trompete, tuba e instrumentos de sopro afins), essa que resgata o estilo das antigas bandinhas de coreto com suas marchas, frevos, pagodes e maracatus.

Carlos Malta começou a carreira no ínicio dos anos 80 junto ao grande mestre Hermeto Pascoal, um dos músicos e compositores mais responsáveis pela configuração da nossa Música Instrumental Brasileira desde o início da década de 70, quando ele passou a lançar discos inovadores cheio experimentalismos e misturas de jazz-fusion com o samba, com o choro e vários elementos da música popular nordestina. De 1982 a 1993, então, Carlos Malta trabalhou como flautista e saxofonista do legendário Hermeto Pascoal e Grupo, passando a investir, em 1993, na sua carreira solo a partir do lançamento do disco Raibown, em parceria com o violoncelista suiço Daniel Pezzotti. Desde então, Carlos Malta passou a lançar grandes discos onde ele expõe seu carinho especial aos instrumentos de sopro e à cultura brasileira, em especial à cultura nordestina, como ele bem mostra com seu grupo Pife Muderno. A lista de faixas contidas neste podcast fazem parte dos excelentes discos O Escultor do Vento (1998), Carlos Malta e Pife Muderno (1999), Pimenta (2000), Paru (2006) e Tudo Coreto (com o Coreto Urbano), cinco dos títulos da discografia de Malta que, apesar de numericamente modesta, já mostra ser de grande valor para a Música Instrumental Contemporânea Brasileira.

Boa Audição

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          <itunes:author>Vagner Pitta</itunes:author>
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			<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 08:41:00 +0000</pubDate>
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			<title>Os Maiores Combos do Jazz: Lester Bowie's Brass Fantasy</title>
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No jazz, assim como em outras expressões artísticas, o sentido do termo &quot;Liberdade&quot; é relativo e se renova a cada época: depende do ponto de vista, depende de um ponto de referência dentro da história do gênero. Exemplo: houve época em que alguns músicos fizeram uma relação de liberdade com o free jazz, no sentido de ter se &quot;libertado&quot; dos padrões e das formas rítmicas, harmônicas e melódicas. Outros músicos - os mais contemporâneos - associam o significado de &quot;Liberdade&quot; ao sentido de ser livre para tocar e compor da forma que cada um quer, usando qualquer estrutura que cada um se dispõe a usar, sem se importar com as categorizações que os holofotes da mídia lhes irão impor. Foi nesse sentido, então, que o trompetista Lester Bowie foi livre: sua carreira, exêntrica como sua própria personalidade, transitou do free jazz ao pop com claros espasmos de genialidade e originalidade em todas as suas fases.

Membro estelar da AACM (Assoaciation for Advancement of Creative Musicians) e um dos &quot;cabeças&quot; do legendário grupo Art Ensemble of Chicago, um dos pioneiros das fusões do free jazz com aspectos da world music na década de 70, Lester Bowie criou um conjunto de obra dotado de ímpar critividade e ironia. Depois da efervescência do free jazz setentista, Bowie chega à década de 80 incomodando os críticos mais puristas e as bases do &quot;novo jazz&quot; dos Young Lions, nova &quot;febre&quot; que tomou o cenário americano a partir das fantásticas abordagens do jovem-fenômeno Wynton Marsalis - mais tarde rotulada de Neo-Bop. De um lado, o jovem Wynton ressussitava e renovava o jazz com uma manutenção profunda do swing, bebop e hard bop. Do outro, lá estava Bowie com seu sarcasmo: Amparado pelo moderno selo alemão ECM, ele surgiu com uma peculiar &quot;brass band&quot; entre os anos de 84 e 85, fazendo calorosas releituras do repertório pop, contrariando os esforços do jovem trompetista, que era, justamente, expurgar qualquer aspecto do fusion ou do pop para bem longe do jazz. Tudo era permitido nessa nova banda de Bowie: de músicas de Michael Jackson, passando por Willie Nelson, Whitney Houston até temas do rock satânico de Marylin Mason, incluindo, também suas próprias composições e a dos seus compadres e companheiros de banda. Essa banda, eclética na escolha e única na estética, chamou-se Lester Bowie's Brass Fantasy e foi composta por nove músicos: nos trompetes figuravam Lester Bowie, Stanton Davis, Malachi Thompson e Bruce Purce; nos trombones figuravam Crag Harris e Steve Turre; no horn francês (também conhecido como trompa) estava Vincent Chancey; na tuba, Bob Stewart; e na bateria Phillip Wilson.

Embora a proposta da Lester Bowie's Brass Fantasy fosse &quot;brincar&quot; com arranjos sobre temas manjados do funk e pop music, Lester Bowie também encomendava composições aos seus companheiros do free jazz, além de dar liberdade para seus sidemans criar seus próprios temas para a banda . E ele próprio compunha seus temas dedicados ao noneto: a composição mais célebre - e a que fez grande sucesso na mídia, inclusive - é a Coming back, Jamaica, um tema que afirma a influência que a música jamaicana exerceu sobre sua a personalidade musical nos tempos em que trabalhou no país caribenho. Então, eu usei os temas pop apenas para abrir os blocos e optei por mostrar composições mais autorais de Bowie e sua turma: prestem atenção na faixa Vibe Waltz de Frank Lacy, Nonet de Bob Stewart e Macho de Steve Turre. O interessante, no entanto, é que a proposta era realmente soar pop, soar diferente de uma big band, uma orquestra ou uma brass band convencional. Os vestígios do free jazz, porém, estão explicitos em alguns poucos arranjos livres e, principalmente, nos solos distorcidos, rangidos e crispados de Lester Bowie e Malachi Thompson. O timbre e as marcações da tuba de Bob Stewart - ora entortados por soluços e rangidos acústicos, ora misturados com efeitos eletrônicos - é, ao lado dos solos do líder, o maior diferencial da banda. Com vocês, então, a Lester Bowie's Brass Fantasy tocando faixas de três discos: I only have eyes for You ( ECM, 1985), Avant-Pop (ECM, 1986) e Twilight Dreams (Venture, 1987), sendo este último com participações de Frank Lacy e Rasul Siddik nos lugares de Crag Harris e Steve Turre.

Boa Audição
&lt;img src=&quot;http://www.mypodcast.com/image-452464&quot;&gt;</description>
			<itunes:summary>






















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No jazz, assim como em outras expressões artísticas, o sentido do termo &quot;Liberdade&quot; é relativo e se renova a cada época: depende do ponto de vista, depende de um ponto de referência dentro da história do gênero. Exemplo: houve época em que alguns músicos fizeram uma relação de liberdade com o free jazz, no sentido de ter se &quot;libertado&quot; dos padrões e das formas rítmicas, harmônicas e melódicas. Outros músicos - os mais contemporâneos - associam o significado de &quot;Liberdade&quot; ao sentido de ser livre para tocar e compor da forma que cada um quer, usando qualquer estrutura que cada um se dispõe a usar, sem se importar com as categorizações que os holofotes da mídia lhes irão impor. Foi nesse sentido, então, que o trompetista Lester Bowie foi livre: sua carreira, exêntrica como sua própria personalidade, transitou do free jazz ao pop com claros espasmos de genialidade e originalidade em todas as suas fases.

Membro estelar da AACM (Assoaciation for Advancement of Creative Musicians) e um dos &quot;cabeças&quot; do legendário grupo Art Ensemble of Chicago, um dos pioneiros das fusões do free jazz com aspectos da world music na década de 70, Lester Bowie criou um conjunto de obra dotado de ímpar critividade e ironia. Depois da efervescência do free jazz setentista, Bowie chega à década de 80 incomodando os críticos mais puristas e as bases do &quot;novo jazz&quot; dos Young Lions, nova &quot;febre&quot; que tomou o cenário americano a partir das fantásticas abordagens do jovem-fenômeno Wynton Marsalis - mais tarde rotulada de Neo-Bop. De um lado, o jovem Wynton ressussitava e renovava o jazz com uma manutenção profunda do swing, bebop e hard bop. Do outro, lá estava Bowie com seu sarcasmo: Amparado pelo moderno selo alemão ECM, ele surgiu com uma peculiar &quot;brass band&quot; entre os anos de 84 e 85, fazendo calorosas releituras do repertório pop, contrariando os esforços do jovem trompetista, que era, justamente, expurgar qualquer aspecto do fusion ou do pop para bem longe do jazz. Tudo era permitido nessa nova banda de Bowie: de músicas de Michael Jackson, passando por Willie Nelson, Whitney Houston até temas do rock satânico de Marylin Mason, incluindo, também suas próprias composições e a dos seus compadres e companheiros de banda. Essa banda, eclética na escolha e única na estética, chamou-se Lester Bowie's Brass Fantasy e foi composta por nove músicos: nos trompetes figuravam Lester Bowie, Stanton Davis, Malachi Thompson e Bruce Purce; nos trombones figuravam Crag Harris e Steve Turre; no horn francês (também conhecido como trompa) estava Vincent Chancey; na tuba, Bob Stewart; e na bateria Phillip Wilson.

Embora a proposta da Lester Bowie's Brass Fantasy fosse &quot;brincar&quot; com arranjos sobre temas manjados do funk e pop music, Lester Bowie também encomendava composições aos seus companheiros do free jazz, além de dar liberdade para seus sidemans criar seus próprios temas para a banda . E ele próprio compunha seus temas dedicados ao noneto: a composição mais célebre - e a que fez grande sucesso na mídia, inclusive - é a Coming back, Jamaica, um tema que afirma a influência que a música jamaicana exerceu sobre sua a personalidade musical nos tempos em que trabalhou no país caribenho. Então, eu usei os temas pop apenas para abrir os blocos e optei por mostrar composições mais autorais de Bowie e sua turma: prestem atenção na faixa Vibe Waltz de Frank Lacy, Nonet de Bob Stewart e Macho de Steve Turre. O interessante, no entanto, é que a proposta era realmente soar pop, soar diferente de uma big band, uma orquestra ou uma brass band convencional. Os vestígios do free jazz, porém, estão explicitos em alguns poucos arranjos livres e, principalmente, nos solos distorcidos, </itunes:summary>
          <itunes:author>Vagner Pitta</itunes:author>
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			<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 18:46:00 +0000</pubDate>
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